Este espaço é dedicado à trabalhos na área da Acupuntura e Psicologia. Há anos venho desenvolvendo uma intervenção que associa os conhecimentos sobre o comportamento humano e toda sabedoria da milenar arte da acupuntura. O resultado é um trabalho que integra o corpo, a mente e o espírito, num todo indissociável. Paulo Frederico Clementino, Psicólogo Especialista em Acupuntura.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Neurose (Espanhol)
Son trastornos en los cuales se presentan síntomas neuróticos específicos, por lo general ajenos al yo y molestos, por ejem-plo ansiedades, fobias, obsesiones, compulsiones, fenómenos de disociación y conversión histérica. Puntos clave para el diagnóstico: desarrollo patológico generalmente lento, sin cambios orgánicos y factores psíquicos decisivos sobre las alteraciones patológicas.
De acuerdo a la doctrina de la actividad los nervios superiores, los síntomas se dividen por naturaleza en: 1) debilitamiento de la inhibición interna, por ejemplo, insomnio, exaltación fácil, etc; 2) debilitamiento de la excitación, que incluye cansancio fácil, la hipomnesia, la ineficiencia laboral, etc.; 3) desequilibrio entre la excitación y la inhibición, tales como cefalea, falta de concentración, disfunción sexual, etc.; 4) trastorno funcional del nervio vegetativo, por ejemplo, transpiración excesiva, polaquiuria, palpitaciones, etc.
Este tipo de enfermedad se asemeja al baihebing (bai = cem/ he = reunião/ bing = doença. O nome da doença, portanto, deriva do fato de que ela envolve muitos canais: já que todos os cem vasos do corpo se originam da mesma fonte, se a fonte fica doente, todos os vasos ficam doentes), dentro de la medicina tradicional china. Además, la deficiencia de yin, el debilitamiento por el trabajo, el insomnio, la amnesia, la pre-ocupación, la angustia, la melancolía, etc., también se inclu-yen entre los síntomas neurasténicos.
TRATAMIENTO
1) Método: Se aplica acupuntura con agujas filiformes.
Prescripción:
Puntos principales: Baihui, fengchi, yintang, dazhui, shenshu, guanyuan, neiguan, zusanli y sanyinjiao.
Puntos secundarios: Taiyang, touwei (E. 8), shangxing (Du. 23), zanzhu, hegu, shenmen, tongli (C. 5), lieque, sizhukong (SJ 23), xinshu (V. 15) y xingjian (H. 2).
Explicación: Para el debilitamiento de inhibición interna se da estímulo mediano, se rota las agujas de manera intermitente pero no interrumpida y se las deja insertas generalmente du-rante 10-30’. Para el debilita-miento de excitación prevalece el estímulo mediano o más liviano con miras a no producir repenti-namente una sensación acupun-tural fuerte, y se retiene común-mente las agujas alrededor de 5’. En cuanto a uno que otro caso en que la terapia no tiene efecto, se analiza lo sucedido y luego se ofrece un estímulo relativamente fuerte, pero corto e intermitente. Para el tipo de mezcla predomi-na el estímulo mediano, mientras las agujas permanecen implan-tadas durante 10-20’. Si no se produce efecto, se puede basar en el tipo psíquico del neurasté-nico y en el grado de sensibilidad de su reacción a la acupuntura, a fin de aplicar un método de me-nor o mayor fuerza. Y más tarde, teniendo en cuenta el efecto que produce la acupuntura, se decide la intensidad de la misma. Ordinariamente, se da 1 sesión diaria o en días alternativos y 1 curso de tratamiento se cumple en 10 sesiones.
ENFERMEDADES DE NEUROPSIQUIATRIA (Espanhol)
CEFALEA
El dolor de cabeza es uno de los síntomas más observados en el tratamiento clínico. Se refiere al dolor producido en la mitad superior del cráneo (situada abajo del occipucio y arriba de las cejas y los ojos) por la irritación de los tejidos intracraneales o extracraneales sensibles al dolor.
La cefalea puede causarse por una multitud de factores. Entre los tipos más observados se incluyen: 1) cefalea funcional (llamada cefalea por tensión); 2) cefalea vascular; 3) cefalea por hipertensión o hipotensión intracraneal; 4) cefalea por lesión traumática; y 5) cefalea derivada de enfermedades oculares, de los oídos, de la nariz y los dientes.
Los tratados de la medicina tradicional china contienen una profusa cantidad de explicaciones a este respecto. Según esta corriente de medicina, el dolor de cabeza puede suceder tanto por los factores internos como por los factores externos y también puede ser consecuencia de las alteraciones patológi-cas de los órganos y las vísceras. Son síntomas frecuentas tales como el viento patógeno, la flema húmeda, el calor acu-mulado, la insuficiencia de la energía del corazón, la deficien-cia de la energía del riñón, el yang del hígado, la deficiencia del yin, etc. Basándose en los principios de los canales y cola-terales, la teoría de la acupuntura y moxibustión, por su parte, discierne las ubicaciones de la cefalea para atribuir a ésta al meridiano yangming, el meridiano shaoyang, el meridiano taiyang y el meridiano jueyin, respectivamente.
TRATAMIENTO
1) Método: Se aplica acupuntura con agujas filiformes.
Prescripción: Puntos principales: Shangxing (Du. 23), taiyang (Extra.), touwei (E. 8),fengchi (Vb 20), baihui (Du. 20), neiguan (PC. 6), hegu y lieque.
Puntos secundarios: Zanzhu (V. 2), zusanli, taichong, xingjian (H. 2), waiguan (E. 26), tongli (C. 5), zhongzhu de la mano (SJ 3), shuaigu (Vb 8), yanglingquan (Vb 34),jiexi (E. 41), kunlun (V. 60) y xuanzhong (Vb 39).
Explicación: Se aplica preponderantemente el método de tonificar y dispersar de manera simultánea, pero también pue-de adoptarse de manera independiente el método de disper-sión o el de tonificación teniendo en consideración el estado clínico. Ordinariamente se retiene las agujas por 30’ y durante esa retención se las hace girar 1 vez a cada 5-10’. Se da 1
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sesión al día o en días alternativos, y 1 curso de tratamiento son 10 sesiones.
Bibliografia:
101 Enfermedades Tratadas con Acupuntura y Moxibustión - Autor: Não Identificado
quinta-feira, 14 de abril de 2011
ACUPUNTURA E PSICOLOGIA - PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES
ARTIGO ORIGINAL:http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932005000200009&lng=pt&nrm=iso
Em nenhum momento da história da humanidade a busca pela integração corpo e mente se fez tão presente, como atesta, em escala mundial, a avalanche de literatura sobre alternativas terapêuticas, buscando proporcionar melhor qualidade de vida.
Embora a preocupação por uma saúde integral e harmônica, conforme definido pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, o completo bem-estar - físico, psíquico e social e não simplesmente a ausência de sintomas - seja tão antiga quanto o homem, o terceiro milênio parece ter-se iniciado com a esperança e com o desejo de se viver mais, porém de forma digna, independente e sem as contínuas mazelas que acometem o ser humano ao longo de seu desenvolvimento.
É evidente que proporcionar saúde física e mental constitui uma tarefa bastante árdua, em virtude das inúmeras variáveis presentes na determinação de melhor condição de vida à população, como o acesso à informação, à educação, às boas condições de moradia e outras que sempre fazem parte das promessas políticas e que infelizmente, em nosso meio, são pouco cumpridas.
A despeito dos inegáveis avanços da ciência em todas as áreas do conhecimento, onde os estudos têm propiciado maior expectativa de vida humana na maior parte das culturas, a falta de saúde tanto física quanto mental é ainda um dos problemas que insistem em desafiar os estudiosos, os especialistas e os responsáveis por políticas públicas na busca de soluções eficazes e eficientes, capazes de serem implementadas para um grande número de pessoas.
Nesse sentido, os conhecimentos oriundos da Psicologia, dentro das mais diversas ramificações teóricas que compõem tal ciência, muito têm contribuído ao demonstrar a íntima relação existente entre mente e corpo e, na seqüência, a relação entre algumas perturbações orgânicas e os aspectos de natureza emocional, subjetiva, do indivíduo, nas assim denominadas doenças psicossomáticas, isto é, doenças que, embora apresentem sintomas físicos, têm causa nos comprometimentos mentais.
Por outro lado, a utilização da acupuntura, técnica milenar da medicina chinesa, tem despertado interesse nos mais diversos pesquisadores ocidentais e, entre eles, nos profissionais da Psicologia, em virtude da sua ênfase numa visão holística e integradora do ser humano, ou seja, considerando-o parte indissociável do universo, buscando, desse modo, um modelo científico baseado na interação do homem com os fenômenos da natureza.
A acupuntura é uma especialidade que foi desenvolvida na China há mais de cinco mil anos e, com a moxibustão, o qi gong e a fitoterapia, compõe a medicina tradicional chinesa; visa a prevenir e tratar as doenças através do equilíbrio das energias circulantes no corpo, pois acredita-se que um organismo equilibrado não adoece.
Baseia-se na existência de acupontos, distribuídos ao longo de doze linhas imaginárias, chamadas meridianos (coração, fígado, baço-pâncreas, pulmão, estômago, rim, circulação-sexo, intestino delgado, vesícula biliar, intestino grosso, bexiga e triplo aquecedor), que percorrem o corpo no sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral da superfície corporal, os quais, devidamente estimulados, normalmente, por agulhas, são capazes de promover uma série de benefícios à saúde do indivíduo.
Segundo a abordagem bioenergética, da qual faz parte a acupuntura, a doença não é um fenômeno alienado no corpo. A acupuntura compreende a integração mente-corpo como um círculo de interação entre os sistemas internos e os aspectos emocionais, passível de ser concretizado através de três tesouros, ou seja, a Essência, o Qi e a Mente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso da acupuntura para vários tipos de patologias, como, por exemplo, enxaquecas, problemas gastro-intestinais, alergias e dores diversas. Além disso, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais, sendo recomendável a combinação dessa técnica com outras psicoterápicas.
Desse modo, é interessante que o psicólogo possa conhecer os pressupostos básicos da acupuntura, um dos recursos terapêuticos utilizados pela milenar medicina tradicional chinesa que, por meio de um profundo conhecimento filosófico e de ricas alegorias, demonstra a importância da visão holística, onde o homem e a natureza se encontram interligados ao universo, contrapondo-se à excessiva mecanização e racionalidade do paradigma cartesiano-newtoniano.
Assim, o objetivo do presente artigo é introduzir os pressupostos básicos da acupuntura bem como o estado da arte dos estudos voltados para a interação entre Psicologia e acupuntura, buscando identificar as possibilidades de utilização da prática da acupuntura pelos psicólogos, haja vista a Resolução nº05/02, do Conselho Federal de Psicologia, que aponta tal técnica como um instrumento do profissional de Psicologia.
Em nenhum momento da história da humanidade a busca pela integração corpo e mente se fez tão presente, como atesta, em escala mundial, a avalanche de literatura sobre alternativas terapêuticas, buscando proporcionar melhor qualidade de vida.
Embora a preocupação por uma saúde integral e harmônica, conforme definido pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, o completo bem-estar - físico, psíquico e social e não simplesmente a ausência de sintomas - seja tão antiga quanto o homem, o terceiro milênio parece ter-se iniciado com a esperança e com o desejo de se viver mais, porém de forma digna, independente e sem as contínuas mazelas que acometem o ser humano ao longo de seu desenvolvimento.
É evidente que proporcionar saúde física e mental constitui uma tarefa bastante árdua, em virtude das inúmeras variáveis presentes na determinação de melhor condição de vida à população, como o acesso à informação, à educação, às boas condições de moradia e outras que sempre fazem parte das promessas políticas e que infelizmente, em nosso meio, são pouco cumpridas.
A despeito dos inegáveis avanços da ciência em todas as áreas do conhecimento, onde os estudos têm propiciado maior expectativa de vida humana na maior parte das culturas, a falta de saúde tanto física quanto mental é ainda um dos problemas que insistem em desafiar os estudiosos, os especialistas e os responsáveis por políticas públicas na busca de soluções eficazes e eficientes, capazes de serem implementadas para um grande número de pessoas.
Nesse sentido, os conhecimentos oriundos da Psicologia, dentro das mais diversas ramificações teóricas que compõem tal ciência, muito têm contribuído ao demonstrar a íntima relação existente entre mente e corpo e, na seqüência, a relação entre algumas perturbações orgânicas e os aspectos de natureza emocional, subjetiva, do indivíduo, nas assim denominadas doenças psicossomáticas, isto é, doenças que, embora apresentem sintomas físicos, têm causa nos comprometimentos mentais.
Por outro lado, a utilização da acupuntura, técnica milenar da medicina chinesa, tem despertado interesse nos mais diversos pesquisadores ocidentais e, entre eles, nos profissionais da Psicologia, em virtude da sua ênfase numa visão holística e integradora do ser humano, ou seja, considerando-o parte indissociável do universo, buscando, desse modo, um modelo científico baseado na interação do homem com os fenômenos da natureza.
A acupuntura é uma especialidade que foi desenvolvida na China há mais de cinco mil anos e, com a moxibustão, o qi gong e a fitoterapia, compõe a medicina tradicional chinesa; visa a prevenir e tratar as doenças através do equilíbrio das energias circulantes no corpo, pois acredita-se que um organismo equilibrado não adoece.
Baseia-se na existência de acupontos, distribuídos ao longo de doze linhas imaginárias, chamadas meridianos (coração, fígado, baço-pâncreas, pulmão, estômago, rim, circulação-sexo, intestino delgado, vesícula biliar, intestino grosso, bexiga e triplo aquecedor), que percorrem o corpo no sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral da superfície corporal, os quais, devidamente estimulados, normalmente, por agulhas, são capazes de promover uma série de benefícios à saúde do indivíduo.
Segundo a abordagem bioenergética, da qual faz parte a acupuntura, a doença não é um fenômeno alienado no corpo. A acupuntura compreende a integração mente-corpo como um círculo de interação entre os sistemas internos e os aspectos emocionais, passível de ser concretizado através de três tesouros, ou seja, a Essência, o Qi e a Mente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso da acupuntura para vários tipos de patologias, como, por exemplo, enxaquecas, problemas gastro-intestinais, alergias e dores diversas. Além disso, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais, sendo recomendável a combinação dessa técnica com outras psicoterápicas.
Desse modo, é interessante que o psicólogo possa conhecer os pressupostos básicos da acupuntura, um dos recursos terapêuticos utilizados pela milenar medicina tradicional chinesa que, por meio de um profundo conhecimento filosófico e de ricas alegorias, demonstra a importância da visão holística, onde o homem e a natureza se encontram interligados ao universo, contrapondo-se à excessiva mecanização e racionalidade do paradigma cartesiano-newtoniano.
Assim, o objetivo do presente artigo é introduzir os pressupostos básicos da acupuntura bem como o estado da arte dos estudos voltados para a interação entre Psicologia e acupuntura, buscando identificar as possibilidades de utilização da prática da acupuntura pelos psicólogos, haja vista a Resolução nº05/02, do Conselho Federal de Psicologia, que aponta tal técnica como um instrumento do profissional de Psicologia.
ACUPUNTURA COMO INTERVENÇÃO COMPLEMENTAR NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO
RESUMO
O Conselho Federal de Psicologia através da Resolução nº.005/2002, regulamenta a prática da Acupuntura no tratamento clínico para os profissionais da Psicologia, ampliando o campo de atuação, sendo esta mais uma alternativa de atuação dentre as tradicionais existentes no
mercado de trabalho da área. A partir disso, surgiu o interesse em pesquisar em profundidade tal tema. O objetivo desta pesquisa foi identificar junto aos psicólogos que utilizam este recurso, se esta poderia ser uma intervenção complementar no tratamento da depressão, bem
como identificar quais os benefícios do uso deste recurso no tratamento desta patologia,verificar quais os quadros de depressão apresentam resposta favorável ao uso e verificar quais os fatores que levam o profissional a fazer a indicação da acupuntura como intervenção
complementar no tratamento da depressão. O método utilizado na pesquisa foi qualitativa do tipo exploratório. Foram entrevistados dois profissionais psicólogos que possuem formação teórica e prática em acupuntura e o instrumento utilizado para coleta de dados foi a entrevista
semi-estruturada. O recurso utilizado para análise dos dados foi a análise de conteúdo. Pôde-se verificar neste estudo que a acupuntura não utilizada somente como um recurso complementar, ela possui um papel único e específico no tratamento da depressão,independente da indicação paralela de outras intervenções, como o uso de psicofármacos ou mesmo a psicoterapia. Logo, é uma técnica que pode ser paralela, ou seja, aliada ao processo psicoterapêutico. Com relação aos benefícios do uso desta prática, é possível citar basicamente: a rapidez no tratamento, a eficácia, poder trabalhar de forma indireta um conflito, desbloquear e liberar um conflito e também a individualidade na qual o sujeito é
tratado. De acordo com os dados obtidos, a acupuntura seria mais indicada para casos de depressão endógena, profunda, do que para casos de depressão leve, não havendo restrição do uso desta prática para quadros específicos de depressão. É importante ressaltar que a relação terapeuta/paciente estabelecida é distinta nas práticas do psicoterapeuta e do psicólogo acupunturista, devido ao tipo de vínculo que é estabelecido com o paciente em ambos os casos, portanto, é feito um encaminhamento para outro profissional que atenda tal demanda,respeitando eticamente os preceitos éticos e práticos da profissão.
QUER LER ESTE TRABALHO NA ÍNTEGRA?
ACESSE: http://siaibib01.univali.br/pdf/Leticia%20Brasil.pdf
AS EMOÇÕES DO PONTO DE VISTA DA MEDICINA CHINESA - POR PAULO FREDERICO CLEMENTINO
Os Chineses sempre procuraram a origem e o processo dos movimentos que, dentro dos seres humanos, ao excitar os sentimentos transformando-os em paixões, conduzem seu comportamento. Deste comportamento, os Chineses também destacaram as conseqüências e os danos causados no âmbito da vida familiar e social e no âmbito da vida individual e da saúde que só pode existir no homem, se boa saúde física e psíquica caminharem juntas.
Para os Chineses, são os Espíritos que guiam a vida. Neste sentido, o Coração é o centro vital, ocupa o lugar do soberano, Vaso Sagrado, ele acolhe os Espíritos oriundos do Céu.
Sempre tentado a se preencher, deve procurar esvaziar-se, pois o ser dominado pelas paixões decai dia a dia, seguindo as vias de deterioração trilhadas por esta paixão que ele deixou que habitasse seu Coração. Cabe à Terra transformar a virtude do Céu em sopros . A virtude do Céu penetra o Coração do homem e o constitui, de forma que aquele homem cujo Coração já não cumpre sua obra em conjunto com o Céu/Terra definha.
Os Espíritos vêm do Céu e só consentem habitar o homem, quando seu Coração está sereno e vazio como o próprio Céu. A manifestação da vitalidade que se revela no que seus sopros expressam, atesta a presença dos Espíritos; o que sua expressão tem de maravilhoso lhe é conferido pelos Espíritos.A sede do encontro, o palco das trocas, o ponto de encontro dos Espíritos que acorrem do Céu, onde a vida se enraíza é o Coração.
Assim, as emoções quando mal controladas, perturbam até a morte o enraizamento da vida no ser, no seu Coração, no conjunto dos seus Cinco Zang (órgãos).
Cada paixão (emoção) sai de um Zang e se volta contra um Zang; todas atingem o Coração, sede de comando da vida.
A terapêutica dos chineses consiste em trazer delicadamente de volta à corrente celeste aquele que vive apenas do incessante vai e vem dos Espíritos. O objetivo passa a ser enraizar-se nos Espíritos e é a partir daí, através da mão do acupunturista, cujo espírito consegue alcançar o âmago da animação - que são os Espíritos do paciente - que se dá a intervenção .
O Sangue e os Trajetos de animação (meridianos) - a rede na qual pulsa a circulação que mantém a vida corporal sob a direção dos Espíritos - são a potência do Fígado que entesoura o sangue, e a potência do Coração ativo que tem o domínio dos trajetos de animação - meridianos. Este aspecto da vida reside na circulação de uma quantidade certa de Sangue que é impulsionada constantemente pelo Coração numa circulação regular e incessante, ou que é impelida, esporadicamente, pelo Fígado, sob pressão da necessidade. Neste Sangue as Essências são abundantes, pois ele é composto a partir dos líquidos mais ricos, dos sucos mais concentrados, elaborados a partir da digestão. Sua cor vermelha, que lhe confere o “selo do Coração,” torna-o a água viva da vida, não somente por sua qualidade nutritiva como também por sua capacidade de ser veículo dos Espíritos. A animação sem forma alguma não pode existir, tampouco a forma desprovida de animação.
Quando a capacidade de reconstituição e as forças combativas da vida não têm mais potência suficiente, atribui-se como causa primeira desse estado uma deficiência na ligação das Essências aos Espíritos .
A vitalidade é vista e percebida através da qualidade da animação dos sopros (livre circulação de Qi). Ela aparece também de formas diversas no fluxo da circulação sanguínea. Daí a importância da consideração inicial sobre o Sangue e a rede de animação -meridianos.
Os sentimentos podem alterar o fluxo de Qi, invertendo-os e pervertendo-os, pois não há sentimentos sem movimentos orgânicos correspondentes.
Uma falha na conduta da vida dos Espíritos perverte o exercício do pensamento que se torna repetitivo, obstinado, falho. O Propósito é então prejudicado. Ele se perde, agita-se, já não está sob o controle dos Espíritos do Coração. Em conseqüência, os atos manifestam na vida essa perda de direcionamento.
A palavra “emoções“, como usada neste texto, refere-se ao movimento suave dos sentimentos, e é manifestada pelo comportamento, tais como raiva, ciúme, mágoa, dentre outros. Entretanto, as emoções nem sempre são necessariamente fatores patológicos, pois o fluxo inconstante das emoções é a parte do comportamento saudável, variando com a pressão ambiental, tendência hereditária, idade, estágio de desenvolvimento e outros fatores. As emoções somente são relacionadas com a Desarmonia de Zang Fu quando provocam obstrução do fluxo de Qi ou tornam-na irregular, tornando os Qi dos Zang Fu Deficientes ou Excessivos ou quando provocam um desequilíbrio com o predomínio de um Zang Fu sobre o outro, de modo que o desequilíbrio emocional pode provocar ou aumentar a desarmonia dos Zang Fu e vice-versa. Os distúrbios do Zang Fu podem resultar em distúrbio emocional, estabelecendo-se freqüentemente, um círculo vicioso.
Neste ponto fica mais claro a presença de alterações emocionais e psicológicas desencadeadas por desequilíbrios orgânicos, muito comum nos idosos.Ou o contrário, desequilíbrios emocionais que enfraquecem o sistema imunológico.
A desarmonia emocional está associada com os distúrbios das funções dos Zang Fu na formação e na transformação das matérias e com os distúrbios e obstruções da circulação do Qi e de Sangue através dos canais e Colaterais (Jing Luo), entre os diferentes Órgãos e Tecidos.
Percebem-se como as funções psíquicas e físicas na Medicina Chinesa são indissociáveis, interagindo mutuamente.
Nenhuma classificação das emoções pode ser completamente satisfatória. A linguagem limitada das Cinco Emoções e dos Setes Sentimentos é completamente inadequada para lidar com as sutilezas e complexidades da Desarmonia Emocional.
Uma vez constatada a relação das emoções com o Sistema Interno Zang Fu, a MTC relaciona cada emoção com um Zang associado, cujo conceito já foi superficialmente introduzido anteriormente. Isto quer dizer que determinado Zang pode ser afetado por uma emoção específica e que seu desequilíbrio também pode desencadear uma emoção particular no indivíduo.
Encontram-se relações entre as Cinco Emoções e os Cinco Órgãos, As Cinco Emoções e os Cinco Movimentos, As Emoções e Yin/Yang, Emoções e Canais e Colaterais.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
TRAÇOS DE PERSONALIDADE À LUZ da Medicina Tradicional Chinesa
Do Emotivo Tai Yang ao Sentimental Shao Yin |
(2007) |
Margarida Oliveira Acupunctora. Psicóloga Clínica margaridaoliveir@gmail.com |
RESUMO |
Vivemos anos de convergência entre disciplinas e correntes. As velhas dicotomias mente/corpo dão lugar a uma visão do homem ecléctica e integracionista. Somos uma actividade complexa e global em que participam indissociavelmente o corpo, a mente e as emoções que nós convencionamos serem na cabeça, mas os Orientais afirmam ser no coração. A formação dos temperamentos depende da nossa herança genética, do ambiente, do meio envolvente e das interacções familiares, e podem ser modificados recorrendo a técnicas energéticas que recuperam conjuntamente o equilíbrio físico, emocional e energético da nossa personalidade integral. Esta visão do homem que nos é oferecida pela Antiguidade Oriental coloca a MTC como uma medicina de terreno, um modelo de prevenção e reparação em qualquer campo. |
Quer ler este texto na íntegra?
Acesse aí:
http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0374.pdf
ACUPUNTURA EM PSIQUIATRIA - Gustavo Daud Amadera
A acupuntura continua amplamente utilizada na China no tratamento de transtornos mentais, tanto por acupunturistas tradicionalistas (que utilizam os princípios clássicos da MTC) quanto por acupunturistas modernos. Para espanto de muitos psiquiatras ocidentais, a acupuntura não só é empregada no tratamento de distúrbios leves, mas nos mais graves com igual freqüência. Existe relato de que é mais comum o emprego de eletroacupuntura que a eletroconvulsoterapia nas formas catatônicas de esquizofrenia e depressão, por exemplo. Trabalhos científicos comparando acupuntura (especialmente com eletroestimulação) com psicofármacos são abundantes na China. O acesso a estes artigos é bastante dificultado tanto pelo idioma quanto pela precariedade e controle governamental sobre a Internet (o principal meio de acesso a trabalhos científicos há mais de uma década no mundo ocidental). Esforços são feitos por médicos ocidentais que viajam para a China para traduzir e distribuir tais trabalhos. Um exemplo é o livro “Traditional Chinese Psychiatry” recentemente publicado por Flaws descreve centenas destes estudos e fonte de algumas referências chinesas citadas neste capítulo. Comparando o volume de trabalhos chineses com os realizados no ocidente podemos dizer que os últimos são escassos. O consenso do instituto americano NIH – importante referência nos EUA e no mundo – sobre a acupuntura, não inclui nenhum transtorno psiquiátrico entre as condições tratáveis pela acupuntura, exceto a dependência química experiência clinica de médicos acupunturistas do mundo inteiro, que freqüentemente se deparam em sua prática clínica com queixas psíquicas que muitas vezes preencheriam critérios formais para transtornos depressivos e ansiosos. Pode-se afirmar que a grande maioria dos estudos clínicos publicados investiga a eficácia da acupuntura na dependência química, enquanto os estados psicóticos (cujo transtorno “modelo” é a esquizofrenia) só contam com alguns relatos de casos individuais ou de pequenos grupos de pacientes. Mais numerosos são estudos que investigam o mecanismo de ação da acupuntura, com suas ações nos níveis de neurotransmissores – alguns inclusive concluem que deve haver beneficio no tratamento de depressão, ansiedade e síndrome do pânico com acupuntura tratamento psiquiátrico seja o fato de que a acupuntura científica (ou acupuntura médica) ser geralmente vinculada a serviços de fisiatria, ortopedia e muito raramente de clínica médica. Além disso, estudos envolvendo doentes psiquiátricos dificilmente seriam aprovados pelos comitês de ética dos serviços que tem produção científica – esta última dificuldade, como se verá no decorrer capítulo (quando serão apresentadas as evidências existentes) é um contra-senso
uma vez que prejudica o avanço do próprio conhecimento cientifico. Por fim, a qualidade dos ensaios clínicos chineses de forma geral (não só dos que versam sobre MTC) comparados aos ocidentais é bastante pobre e facilmente criticável em termos de metodologia científica, como será visto ao longo do texto...
Quer continuar esta leitura?
http://www.kiai.med.br/psiquiatria/acupuntura-em-psiquiatria-uma-revisao-nao-sistematica-da-literatura-2006-659/
Quer continuar esta leitura?
http://www.kiai.med.br/psiquiatria/acupuntura-em-psiquiatria-uma-revisao-nao-sistematica-da-literatura-2006-659/
Blog da colega Vanda
Confira o Blog da colega Vanda, excelente acupunturista e representante da MTC em Portugal.
Lá você encontra artigos e textos esclarecedores sobre diversas desarmonias e possíveis tratamentos através da Acupuntura.
http://www.vandacanavarro.blogspot.com/
Lá você encontra artigos e textos esclarecedores sobre diversas desarmonias e possíveis tratamentos através da Acupuntura.
CORRELAÇÃO DOS CANAIS DE ACUPUNTURA COM A NEUROANATOMIA E NEUROFISIOLOGIA
http://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/1039/903
Este artigo não aprofunda como poderia na questão da neuroanatomia e neurofisiologia, mas serve de referência para o desenvolvimento de um estudo mais aprofundado do tema.
É de suma importância que o acupunturista domine não só os conhecimentos a partir do referencial da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), mas entenda os mecanismos fisiológicos de sua ação, pois muitos estudos estão sendo realizados, principalmente entre os médicos, dentro deste princípio, seguindo a lógica da metolodolgia científica das ciências naturais. Não se atualizar neste sentido é virar as costas para uma evolução natural da ciência, que é o que a Acupuntura vem conquistando...o status de CIÊNCIA.
E você, o que pensa a respeito?
Bons estudos!!
Este artigo não aprofunda como poderia na questão da neuroanatomia e neurofisiologia, mas serve de referência para o desenvolvimento de um estudo mais aprofundado do tema.
É de suma importância que o acupunturista domine não só os conhecimentos a partir do referencial da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), mas entenda os mecanismos fisiológicos de sua ação, pois muitos estudos estão sendo realizados, principalmente entre os médicos, dentro deste princípio, seguindo a lógica da metolodolgia científica das ciências naturais. Não se atualizar neste sentido é virar as costas para uma evolução natural da ciência, que é o que a Acupuntura vem conquistando...o status de CIÊNCIA.
E você, o que pensa a respeito?
Bons estudos!!
Functional magnetic resonance imaging detects activation of the visual association cortex during laser acupuncture of the foot in humans
A ressonância magnética funcional detecta a activação de determinada área do córtex associada à visão durante a acupuntura a laser no pé em seres humanos.
http://www.ccs.fau.edu/~nair/jc/mike.pdf
Texto em inglês. Extremamente interessante, pois demonstra a eficácia da acupuntura de forma científica.
Sou adepto da Acupuntura à Laser e percebo ainda resistências quanto a este tipo de aplicação.
Parte disse se deve ao culto a uma cultura tradicional entre os praticantes de acupuntura, que se tornam fiéis aos métodos clássicos.
Aprendi na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) que duas coisas podem coexistir, sem se excluir. O pensamento cartesiano que nos impede este tipo de vivência. Podemos então evoluir (em tecnologias, por que não?) sem perder as referências do passado.
Bons estudos!!
http://www.ccs.fau.edu/~nair/jc/mike.pdf
Texto em inglês. Extremamente interessante, pois demonstra a eficácia da acupuntura de forma científica.
Sou adepto da Acupuntura à Laser e percebo ainda resistências quanto a este tipo de aplicação.
Parte disse se deve ao culto a uma cultura tradicional entre os praticantes de acupuntura, que se tornam fiéis aos métodos clássicos.
Aprendi na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) que duas coisas podem coexistir, sem se excluir. O pensamento cartesiano que nos impede este tipo de vivência. Podemos então evoluir (em tecnologias, por que não?) sem perder as referências do passado.
Bons estudos!!
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