Doutor Bem Estar
Este espaço é dedicado à trabalhos na área da Acupuntura e Psicologia. Há anos venho desenvolvendo uma intervenção que associa os conhecimentos sobre o comportamento humano e toda sabedoria da milenar arte da acupuntura. O resultado é um trabalho que integra o corpo, a mente e o espírito, num todo indissociável. Paulo Frederico Clementino, Psicólogo Especialista em Acupuntura.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Acupuntura e Educação à Distância – Em Busca de um Modelo Possível
*Artigo apresentado no Simpósio Internacional de Acupuntura em novembro de 2011.
**Paulo Frederico M. Clementino
INTRODUÇÃO
Durante muito tempo a principal forma de se aprender a acupuntura foi através da relação mestre-aprendiz. Tal relação baseia-se na transmissão do conhecimento que parte de um detentor do saber para um receptor que o assimila.
Sobre esta questão, Ke-Ji Chen chama a atenção para o fato que ainda hoje, muitas pessoas acreditam ser este o melhor método de ensino da acupuntura, do que o autor discorda. Em seu artigo “The Modern Curriculum For Teaching Chinese Medicine And Relationship With Western Medicine Teaching” é destacada a necessidade de currículos relevantes às questões práticas e complacentes com as situações reais da vida cotidiana.
Atualmente, o ensino da acupuntura não se concentra na figura dos mestres que detém o saber, mas em universidades e centros de formação especializados que oferecem diversos formatos de cursos.
Xue aborda em sua produção “Comparison of Chinese Medicine Education and Training in China and Australia” importantes aspectos sobre o perfil do acupunturista que se pretende formar na atualidade. Tomando por base a Beijing University Chinese Medicine (BUCM), o autor salienta que a missão desta instituição é produzir graduados que adquiram uma base sólida nas teorias básicas, conhecimentos e habilidades necessárias para a prática da medicina chinesa, profissionais inovadores e críticos, que saibam administrar a própria carreira, além de investir na educação continuada, sendo adaptáveis às necessidades de mudanças que a sociedade apresenta .
A preocupação com a qualidade do ensino da acupuntura é de suma importância, quando se discute o perfil do profissional que se pretende formar e a qualidade da produção científica almejada.
Neste sentido, CIGNOLINI (1990) chama a atenção para as deficiências no ensino e na difusão da acupuntura. A pouca atenção dada às estratégias pedagógicas para a docência em acupuntura pode reforçar a crença de que “quem sabe, sabe ensinar”, o que acaba por “determinar a reprodução dos mesmos conteúdos e procedimentos de ensino utilizados na formação profissional por décadas” (MASETTO, 2003) .
Diante desta realidade, questiona-se o modelo baseado na mera transmissão de conteúdos e se o mesmo seria suficiente para se atingir as qualidades necessárias para o exercício da acupuntura na contemporaneidade. Autores da área da educação afirmam que esse modelo encontra-se ultrapassado para atender as demandas da sociedade moderna (MORIN, 2000) .
Piaget (1988a, p. 61) afirma que "o objetivo da educação intelectual não é saber repetir ou conservar verdades acabadas [...], mas sim levar o aluno a construir conhecimento, apresentando situações problemas a serem resolvidas, acreditando-se, assim, possibilitar aos alunos uma autonomia moral e intelectual”. Este é o perfil do acupunturista que se deve almejar.
OBJETIVOS
O objetivo deste trabalho é oferecer subsídios para a reflexão sobre questões relevantes ao planejamento, desenvolvimento, implementação e avaliação de iniciativas de educação à distância (EAD) no contexto da formação profissional do acupunturista.
Orientado pelos Referenciais De Qualidade Para A Modalidade De Educação Superior A Distância no Brasil , busca-se traçar um esboço de educação à distância que atenda às especificidades da acupuntura, considerando um grande número de iniciativas e pesquisas recentes nessa área sobre novas metodologias de ensino centradas no aluno, na resolução de problemas e no aprendizado contínuo. (BRIANI, 2001)
A fim de se explicitar o perfil do profissional que se pretende formar, almeja-se apreciar os modelos de cursos de acupuntura à distância oferecidos atualmente no Brasil e contrastá-los com as normas existentes para a modalidade.
Ademais, cumpre analisar a Educação Médica Continuada (EMC) à Distância, de forma a promover a reflexão sobre modelos de cursos práticos na área da saúde já consolidados, que podem servir de inspiração para os cursos de educação continuada em acupuntura.
Sem a pretensão de esgotar o assunto, busca-se abrir caminhos possíveis para se adequar estes cursos aos princípios legais e éticos que devem permear o ensino da acupuntura.
METODOLOGIA
Através da revisão bibliográfica, abordada de forma qualitativa e exploratória, buscou-se determinar o “estado da arte” da educação à distância e sua aplicação na aprendizagem da acupuntura. Para o levantamento dos dados foram utilizados materiais didático-pedagógicos em EAD, acupuntura e Educação Médica Continuada à distância, impressos e digitais. A busca por materiais no formato digital se deu através do site de buscas Google Acadêmico .
Para a pesquisa sobre a oferta de cursos de acupuntura à distância, utilizou-se palavra chave no buscador “curso de acupuntura à distância”, restringindo a busca somente ao território brasileiro. O material foi analisado tendo por base o Referencial De Qualidade para a Modalidade De Educação Superior à Distância no Brasil . Selecionou-se, a partir de amostras não probabilísticas intencionais, instituições de ensino que oferecessem cursos de acupuntura também na modalidade presencial, com infra-estrutura para aulas práticas.
Para a pesquisa do modelo de curso de EMC à distância utilizou-se como referência o “Programa de Educação Médica Continuada” da Associação Médica Brasileira , pela experiência já consolidada na oferta de cursos na área da saúde que envolve atividade prática.
Finalmente, buscou-se contrastar o modelo expresso nos Referenciais de Qualidade para a Modalidade De Educação Superior à Distância no Brasil com os modelos de cursos existentes de acupuntura à distância, avaliando e identificando deficiências e propondo caminhos possíveis.
RESULTADOS
A partir da definição de EAD e da adoção do referencial epistemológico construtivo-interacionista para o desenvolvimento de cursos de acupuntura à distância, destaca-se as seguintes questões:
• A concepção de educação proposta atende aos critérios exigidos pelos Referenciais de Qualidade para a Modalidade De Educação Superior à Distância no Brasil, que perpassam por permitir ao aluno relacionar, investigar, problematizar, construir o conhecimento a partir da interação, adequando-se ao ensino da acupuntura.
• Os materiais didáticos compreendem diversos tipos de mídia: impressas, digitais e audiovisuais, com especial atenção aos objetos de aprendizagem, o uso da realidade virtual, a postagem de vídeos e a utilização de videoconferência. Tais recursos são um complemento às atividades práticas, ainda que não as substitua. Assim, apresentam-se apropriados para viabilizar cursos de acupuntura à distância.
• A presença do tutor auxilia, em concordância com a concepção de educação adotada, o desenvolvimento de uma atitude autônoma por parte do aluno, instigando-o a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis para promover a comunicação e a interatividade, o que difere de auto-instrução.
• Em um curso de acupuntura à distância, o tutor deverá ser um especialista na área e, de preferência, com formação em educação à distância ou correspondente.
• Não basta transpor os materiais impressos de cursos presenciais de acupuntura para a modalidade à distância, é preciso que sejam estruturados em linguagem dialógica, ou seja, estabelecendo-se uma comunicação com o aluno próxima à oralidade.
• A plataforma de aprendizagem (Ambiente Virtual de Aprendizagem) Moodle permite a criação de cursos de acupuntura para além da transmissão de conteúdos, promovendo a discussão de estudos de casos nos fóruns, postagens de vídeos com posterior acompanhamento pelo tutor, chats temáticos, postagens de atividades avaliativas, dentre outros recursos, sempre com alto grau de interação.
• A plataforma permite avaliar o aluno durante todo o processo e não apenas ao final de cada módulo, oferecendo dados importantes sobre o comportamento de estudo do aluno. Atende assim ao requisito de promover o permanente acompanhamento dos estudantes, no intuito de identificar eventuais dificuldades na aprendizagem e saná-las ainda durante o processo de ensino-aprendizagem.
• A comunicação oferecida pela plataforma de aprendizagem no modelo proposto atende ao princípio da interação e da interatividade, valendo-se de meios síncronos (chat, 0800 , videoconferência) e assíncronos (e-mail, fórum).
• São obrigatórios os encontros presenciais para cursos de pós-graduação à distância, sendo oitenta por cento (80%) de sua carga horária desenvolvida à distância e vinte por cento (20%) em atividades presenciais. Para cursos livres e educação continuada, orienta-se que sejam seguidos os mesmos critérios. Embora os já mencionados Referenciais sejam regulatórios apenas para a educação superior, o conteúdo desenvolvido tem por objetivo servir de base de reflexão para a elaboração de referenciais específicos para os demais níveis educacionais que podem ser ofertados à distância .
• Nas áreas do conhecimento científico fortemente baseado em atividades práticas, como a acupuntura, as instituições de ensino que venham a ministrar cursos dessa natureza deverão possuir laboratórios (ambulatórios) de ensino nos pólos de apoio presencial.
Sobre a análise da Educação Médica Continuada (EMC) à Distância destaca-se as seguintes considerações:
• É realizado através de um ambiente virtual de aprendizagem, embora seja pouco explorado para a interação.
• Ressalta a importância do diálogo entre três áreas do conhecimento– saúde, tecnologia e educação - em favor da maior consistência das propostas pedagógicas.
• Embora muito tendente à auto-instrução, permite a criação de cursos com relativa complexidade prática.
• Os cursos são “acreditados” por sociedades e associações de classe.
Sobre os cursos de acupuntura à distância oferecidos no Brasil atualmente:
• Foram analisadas três instituições que apresentavam o curso de acupuntura também na modalidade presencial.
• A primeira instituição analisada oferece a acupuntura à distância no modelo de educação continuada (curso livre). Os encontros presenciais para a prática são optativos e acontecem nos meses de janeiro e julho. Em caso de dúvida, os alunos são atendidos por telefone ou e-mail. A formação acontece de forma auto-instrutiva, através de recurso audiovisual (DVD).
• A segunda instituição disponibiliza o curso no modelo de especialização. A tutoria é realizada através do telefone e e-mail. Os encontros presenciais são obrigatórios e acontecem na própria instituição. A interação entre os estudantes ocorre somente nos encontros presenciais, sendo a parte teórica auto-instrutiva. Não foram encontradas informações sobre o material didático.
• A terceira instituição oferece a chamada “formação de acupunturistas”, não se constituindo uma especialização nem uma formação técnica, mas uma habilitação profissional para o exercício da acupuntura. A interação acontece a partir de grupos de estudos no Yahoo grupos. Os materiais didáticos incluem textos, slides e vídeos. Em alguns momentos são utilizados recursos síncronos como a videoconferência. É um curso realizado totalmente à distância, não havendo encontros presenciais obrigatórios ou opcionais para a prática.
DISCUSSÃO
Os Referenciais de Qualidade para a Modalidade De Educação Superior à Distância no Brasil constituem um conjunto de definições e conceitos de modo a, de um lado, garantir qualidade nos processos de educação à distância e, de outro, coibir tanto a precarização da educação superior, verificada em alguns modelos de oferta de EAD, quanto a sua oferta indiscriminada e sem garantias das condições básicas para o desenvolvimento de cursos com qualidade. Embora não seja regulatório para os cursos de extensão, de educação continuada ou livres, o conteúdo desenvolvido tem por objetivo servir como base de reflexão para a elaboração de referenciais específicos para os demais níveis educacionais que podem ser ofertados a distância e que possam proporcionar, no caso dos estudantes de acupuntura a oportunidade de interagir, de desenvolver projetos compartilhados, de reconhecer e respeitar diferentes culturas e de construir o conhecimento.
Percebe-se nos cursos existentes de acupuntura à distância a carência de uma concepção de educação que possa nortear a organização do seu currículo e o seu desenvolvimento.
CIGNOLINI (1990) já havia abordado esta questão no ensino presencial da acupuntura, de maneira que o que tem sido oferecido na modalidade à distância é a transposição das antigas práticas de ensino.
Também o uso inovador da tecnologia aplicado à educação e, mais especificamente, à educação à distância deve se apoiar em uma filosofia de aprendizagem e não apenas na auto-instrução, que acaba por gerar uma visão fragmentada do conhecimento. (MORIN,2000)
Percebe-se que a falta de regulamentação da acupuntura no Brasil tem criado um cenário propício para a propagação de cursos à distância em desacordo com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Superior e os Referenciais De Qualidade Para Educação Superior A Distância. Em alguns casos, tal fato cria um desserviço tanto para a modalidade de educação, quanto para a Acupuntura e para a população que dela necessita. Pôde-se constatar a existência de um curso de formação cuja prática é totalmente negligenciada. De acordo com o Código de Ética do Acupunturista, tal constatação vem contra os princípios de “assumir seu papel no estabelecimento de padrões desejáveis ao ensino e ao exercício da acupuntura”. (CRAERJ, XI pág 2.)
Os três cursos apreciados mantêm uma forte tendência ao Instrucionismo , e dão demasiada ênfase às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s), sem o devido acompanhamento pedagógico e promoção da interação.
Observou-se uma deficiência no uso das modalidades comunicacionais síncronas e assíncronas, principalmente ao não oferecer interação em tempo real entre docentes, tutores e estudantes, com o intuito de criar condições que minimizem a sensação de isolamento, apontada como uma das causas de perda de qualidade no processo educacional e um dos principais responsáveis pela evasão nos cursos à distância .
Salienta-se a necessidade de criação de uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento de materiais didáticos, tutoria e gestão dos ambientes virtuais de aprendizagem para cursos de acupuntura à distância. A equipe deve ser composta por especialistas em acupuntura, especialistas em EAD, desenho instrucional e web design.
A ausência do ambiente de aprendizagem virtual em todos os cursos de acupuntura à distância pesquisados constata a precariedade da interatividade entre os envolvidos, enfatizando o estudo individual, o que não possibilita a formação profissional que se almeja para os futuros acupunturistas.
Considerações Finais
Muito se avançou no desenvolvimento do ensino da acupuntura nos últimos tempos. A nova visão da formação profissional acompanha a necessidade de uma nova visão do processo de aprendizagem e a acupuntura insere-se neste contexto, buscando a formação de um profissional inovador e crítico, com habilidade necessária para o exercício da sua prática e preparado para as constantes mudanças que a sociedade apresenta.
Através da revisão bibliográfica, buscou-se discutir se o modelo pedagógico tradicional, baseado na transmissão de conteúdos, atenderia aos objetivos de proporcionar aos estudantes a oportunidade de interagir, desenvolver projetos compartilhados e de construir o conhecimento, condições necessárias para o desenvolvimento da autonomia. Constatou-se que os problemas de ensino e difusão da acupuntura apontados por CIGNOLINI (1990) refletem a pouca atenção dada às estratégias pedagógicas para a docência, sendo constatado também na educação à distância ofertada.
A EAD mostrou-se uma modalidade de educação importante ao democratizar o acesso ao conhecimento e a formação profissional contínua. Baseada em princípios epistemológicos sólidos, a modalidade vem se desenvolvendo tanto no aspecto pedagógico quanto tecnológico, de maneira que o debate crítico sobre um modelo curso de acupuntura à distância que atendesse às exigências legais e metodológicas se mostrou necessário. Diante da proliferação da oferta de cursos à distância de acupuntura que não atendem aos referenciais de qualidade propostos, torna-se importante discutir um modelo de aprendizagem que preencha tais requisitos, com o intuito de resguardar a formação de qualidade. Observou-se que a simples transposição do conteúdo e das práticas presenciais para a modalidade à distância não é possível, devendo-se atentar para as condições que a EAD exige.
Destacou-se a importância do referencial epistemológico para o desenvolvimento de cursos de qualquer natureza, seja presencial ou à distância. É a partir dele que se planeja a relação que irá se estabelecer entre tutores e alunos, o planejamento das atividades, a interação, a avaliação, a seleção de materiais e o desenvolvimento dos mesmos. A prática em acupuntura, orientada a partir deste referencial, mostrou-se viável mesmo na modalidade à distância, não se limitando aos encontros presenciais programados, mas também por recursos didáticos que simulam artificialmente aspectos da ação prática, promovendo uma aprendizagem interativa e colaborativa muito próxima da realidade e que muito pode acrescentar no ensino da acupuntura, tanto presencial, quanto à distância.
Por fim, percebe-se a viabilidade de uma vasta aplicação do ensino da acupuntura à distância na educação continuada. O modelo médico EMC à distância mostra ser possível que áreas correlatas em grau de complexidade da saúde assumam esses formatos de cursos. Para isso, torna-se necessário uma equipe multidisciplinar e um planejamento pedagógico em conformidade com as exigências da modalidade à distância.
Conclui-se ser necessário um mecanismo de “acreditação” de cursos à distância para a acupuntura, expedidos por associações e sociedades nacionais e internacionais, para que os critérios de qualidade sejam garantidos. Ações nesse sentido podem auxiliar o futuro acupunturista a buscar cursos certificados que ofereçam uma garantia de excelência da formação.
Ficam assim abertas as possibilidades desta modalidade, não havendo a pretensão de se definir um único modelo possível, mas oferecer subsídios para a produção de futuros trabalhos na área.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Neurose (Espanhol)
Son trastornos en los cuales se presentan síntomas neuróticos específicos, por lo general ajenos al yo y molestos, por ejem-plo ansiedades, fobias, obsesiones, compulsiones, fenómenos de disociación y conversión histérica. Puntos clave para el diagnóstico: desarrollo patológico generalmente lento, sin cambios orgánicos y factores psíquicos decisivos sobre las alteraciones patológicas.
De acuerdo a la doctrina de la actividad los nervios superiores, los síntomas se dividen por naturaleza en: 1) debilitamiento de la inhibición interna, por ejemplo, insomnio, exaltación fácil, etc; 2) debilitamiento de la excitación, que incluye cansancio fácil, la hipomnesia, la ineficiencia laboral, etc.; 3) desequilibrio entre la excitación y la inhibición, tales como cefalea, falta de concentración, disfunción sexual, etc.; 4) trastorno funcional del nervio vegetativo, por ejemplo, transpiración excesiva, polaquiuria, palpitaciones, etc.
Este tipo de enfermedad se asemeja al baihebing (bai = cem/ he = reunião/ bing = doença. O nome da doença, portanto, deriva do fato de que ela envolve muitos canais: já que todos os cem vasos do corpo se originam da mesma fonte, se a fonte fica doente, todos os vasos ficam doentes), dentro de la medicina tradicional china. Además, la deficiencia de yin, el debilitamiento por el trabajo, el insomnio, la amnesia, la pre-ocupación, la angustia, la melancolía, etc., también se inclu-yen entre los síntomas neurasténicos.
TRATAMIENTO
1) Método: Se aplica acupuntura con agujas filiformes.
Prescripción:
Puntos principales: Baihui, fengchi, yintang, dazhui, shenshu, guanyuan, neiguan, zusanli y sanyinjiao.
Puntos secundarios: Taiyang, touwei (E. 8), shangxing (Du. 23), zanzhu, hegu, shenmen, tongli (C. 5), lieque, sizhukong (SJ 23), xinshu (V. 15) y xingjian (H. 2).
Explicación: Para el debilitamiento de inhibición interna se da estímulo mediano, se rota las agujas de manera intermitente pero no interrumpida y se las deja insertas generalmente du-rante 10-30’. Para el debilita-miento de excitación prevalece el estímulo mediano o más liviano con miras a no producir repenti-namente una sensación acupun-tural fuerte, y se retiene común-mente las agujas alrededor de 5’. En cuanto a uno que otro caso en que la terapia no tiene efecto, se analiza lo sucedido y luego se ofrece un estímulo relativamente fuerte, pero corto e intermitente. Para el tipo de mezcla predomi-na el estímulo mediano, mientras las agujas permanecen implan-tadas durante 10-20’. Si no se produce efecto, se puede basar en el tipo psíquico del neurasté-nico y en el grado de sensibilidad de su reacción a la acupuntura, a fin de aplicar un método de me-nor o mayor fuerza. Y más tarde, teniendo en cuenta el efecto que produce la acupuntura, se decide la intensidad de la misma. Ordinariamente, se da 1 sesión diaria o en días alternativos y 1 curso de tratamiento se cumple en 10 sesiones.
ENFERMEDADES DE NEUROPSIQUIATRIA (Espanhol)
CEFALEA
El dolor de cabeza es uno de los síntomas más observados en el tratamiento clínico. Se refiere al dolor producido en la mitad superior del cráneo (situada abajo del occipucio y arriba de las cejas y los ojos) por la irritación de los tejidos intracraneales o extracraneales sensibles al dolor.
La cefalea puede causarse por una multitud de factores. Entre los tipos más observados se incluyen: 1) cefalea funcional (llamada cefalea por tensión); 2) cefalea vascular; 3) cefalea por hipertensión o hipotensión intracraneal; 4) cefalea por lesión traumática; y 5) cefalea derivada de enfermedades oculares, de los oídos, de la nariz y los dientes.
Los tratados de la medicina tradicional china contienen una profusa cantidad de explicaciones a este respecto. Según esta corriente de medicina, el dolor de cabeza puede suceder tanto por los factores internos como por los factores externos y también puede ser consecuencia de las alteraciones patológi-cas de los órganos y las vísceras. Son síntomas frecuentas tales como el viento patógeno, la flema húmeda, el calor acu-mulado, la insuficiencia de la energía del corazón, la deficien-cia de la energía del riñón, el yang del hígado, la deficiencia del yin, etc. Basándose en los principios de los canales y cola-terales, la teoría de la acupuntura y moxibustión, por su parte, discierne las ubicaciones de la cefalea para atribuir a ésta al meridiano yangming, el meridiano shaoyang, el meridiano taiyang y el meridiano jueyin, respectivamente.
TRATAMIENTO
1) Método: Se aplica acupuntura con agujas filiformes.
Prescripción: Puntos principales: Shangxing (Du. 23), taiyang (Extra.), touwei (E. 8),fengchi (Vb 20), baihui (Du. 20), neiguan (PC. 6), hegu y lieque.
Puntos secundarios: Zanzhu (V. 2), zusanli, taichong, xingjian (H. 2), waiguan (E. 26), tongli (C. 5), zhongzhu de la mano (SJ 3), shuaigu (Vb 8), yanglingquan (Vb 34),jiexi (E. 41), kunlun (V. 60) y xuanzhong (Vb 39).
Explicación: Se aplica preponderantemente el método de tonificar y dispersar de manera simultánea, pero también pue-de adoptarse de manera independiente el método de disper-sión o el de tonificación teniendo en consideración el estado clínico. Ordinariamente se retiene las agujas por 30’ y durante esa retención se las hace girar 1 vez a cada 5-10’. Se da 1
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sesión al día o en días alternativos, y 1 curso de tratamiento son 10 sesiones.
Bibliografia:
101 Enfermedades Tratadas con Acupuntura y Moxibustión - Autor: Não Identificado
quinta-feira, 14 de abril de 2011
ACUPUNTURA E PSICOLOGIA - PRIMEIRAS APROXIMAÇÕES
ARTIGO ORIGINAL:http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932005000200009&lng=pt&nrm=iso
Em nenhum momento da história da humanidade a busca pela integração corpo e mente se fez tão presente, como atesta, em escala mundial, a avalanche de literatura sobre alternativas terapêuticas, buscando proporcionar melhor qualidade de vida.
Embora a preocupação por uma saúde integral e harmônica, conforme definido pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, o completo bem-estar - físico, psíquico e social e não simplesmente a ausência de sintomas - seja tão antiga quanto o homem, o terceiro milênio parece ter-se iniciado com a esperança e com o desejo de se viver mais, porém de forma digna, independente e sem as contínuas mazelas que acometem o ser humano ao longo de seu desenvolvimento.
É evidente que proporcionar saúde física e mental constitui uma tarefa bastante árdua, em virtude das inúmeras variáveis presentes na determinação de melhor condição de vida à população, como o acesso à informação, à educação, às boas condições de moradia e outras que sempre fazem parte das promessas políticas e que infelizmente, em nosso meio, são pouco cumpridas.
A despeito dos inegáveis avanços da ciência em todas as áreas do conhecimento, onde os estudos têm propiciado maior expectativa de vida humana na maior parte das culturas, a falta de saúde tanto física quanto mental é ainda um dos problemas que insistem em desafiar os estudiosos, os especialistas e os responsáveis por políticas públicas na busca de soluções eficazes e eficientes, capazes de serem implementadas para um grande número de pessoas.
Nesse sentido, os conhecimentos oriundos da Psicologia, dentro das mais diversas ramificações teóricas que compõem tal ciência, muito têm contribuído ao demonstrar a íntima relação existente entre mente e corpo e, na seqüência, a relação entre algumas perturbações orgânicas e os aspectos de natureza emocional, subjetiva, do indivíduo, nas assim denominadas doenças psicossomáticas, isto é, doenças que, embora apresentem sintomas físicos, têm causa nos comprometimentos mentais.
Por outro lado, a utilização da acupuntura, técnica milenar da medicina chinesa, tem despertado interesse nos mais diversos pesquisadores ocidentais e, entre eles, nos profissionais da Psicologia, em virtude da sua ênfase numa visão holística e integradora do ser humano, ou seja, considerando-o parte indissociável do universo, buscando, desse modo, um modelo científico baseado na interação do homem com os fenômenos da natureza.
A acupuntura é uma especialidade que foi desenvolvida na China há mais de cinco mil anos e, com a moxibustão, o qi gong e a fitoterapia, compõe a medicina tradicional chinesa; visa a prevenir e tratar as doenças através do equilíbrio das energias circulantes no corpo, pois acredita-se que um organismo equilibrado não adoece.
Baseia-se na existência de acupontos, distribuídos ao longo de doze linhas imaginárias, chamadas meridianos (coração, fígado, baço-pâncreas, pulmão, estômago, rim, circulação-sexo, intestino delgado, vesícula biliar, intestino grosso, bexiga e triplo aquecedor), que percorrem o corpo no sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral da superfície corporal, os quais, devidamente estimulados, normalmente, por agulhas, são capazes de promover uma série de benefícios à saúde do indivíduo.
Segundo a abordagem bioenergética, da qual faz parte a acupuntura, a doença não é um fenômeno alienado no corpo. A acupuntura compreende a integração mente-corpo como um círculo de interação entre os sistemas internos e os aspectos emocionais, passível de ser concretizado através de três tesouros, ou seja, a Essência, o Qi e a Mente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso da acupuntura para vários tipos de patologias, como, por exemplo, enxaquecas, problemas gastro-intestinais, alergias e dores diversas. Além disso, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais, sendo recomendável a combinação dessa técnica com outras psicoterápicas.
Desse modo, é interessante que o psicólogo possa conhecer os pressupostos básicos da acupuntura, um dos recursos terapêuticos utilizados pela milenar medicina tradicional chinesa que, por meio de um profundo conhecimento filosófico e de ricas alegorias, demonstra a importância da visão holística, onde o homem e a natureza se encontram interligados ao universo, contrapondo-se à excessiva mecanização e racionalidade do paradigma cartesiano-newtoniano.
Assim, o objetivo do presente artigo é introduzir os pressupostos básicos da acupuntura bem como o estado da arte dos estudos voltados para a interação entre Psicologia e acupuntura, buscando identificar as possibilidades de utilização da prática da acupuntura pelos psicólogos, haja vista a Resolução nº05/02, do Conselho Federal de Psicologia, que aponta tal técnica como um instrumento do profissional de Psicologia.
Em nenhum momento da história da humanidade a busca pela integração corpo e mente se fez tão presente, como atesta, em escala mundial, a avalanche de literatura sobre alternativas terapêuticas, buscando proporcionar melhor qualidade de vida.
Embora a preocupação por uma saúde integral e harmônica, conforme definido pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, o completo bem-estar - físico, psíquico e social e não simplesmente a ausência de sintomas - seja tão antiga quanto o homem, o terceiro milênio parece ter-se iniciado com a esperança e com o desejo de se viver mais, porém de forma digna, independente e sem as contínuas mazelas que acometem o ser humano ao longo de seu desenvolvimento.
É evidente que proporcionar saúde física e mental constitui uma tarefa bastante árdua, em virtude das inúmeras variáveis presentes na determinação de melhor condição de vida à população, como o acesso à informação, à educação, às boas condições de moradia e outras que sempre fazem parte das promessas políticas e que infelizmente, em nosso meio, são pouco cumpridas.
A despeito dos inegáveis avanços da ciência em todas as áreas do conhecimento, onde os estudos têm propiciado maior expectativa de vida humana na maior parte das culturas, a falta de saúde tanto física quanto mental é ainda um dos problemas que insistem em desafiar os estudiosos, os especialistas e os responsáveis por políticas públicas na busca de soluções eficazes e eficientes, capazes de serem implementadas para um grande número de pessoas.
Nesse sentido, os conhecimentos oriundos da Psicologia, dentro das mais diversas ramificações teóricas que compõem tal ciência, muito têm contribuído ao demonstrar a íntima relação existente entre mente e corpo e, na seqüência, a relação entre algumas perturbações orgânicas e os aspectos de natureza emocional, subjetiva, do indivíduo, nas assim denominadas doenças psicossomáticas, isto é, doenças que, embora apresentem sintomas físicos, têm causa nos comprometimentos mentais.
Por outro lado, a utilização da acupuntura, técnica milenar da medicina chinesa, tem despertado interesse nos mais diversos pesquisadores ocidentais e, entre eles, nos profissionais da Psicologia, em virtude da sua ênfase numa visão holística e integradora do ser humano, ou seja, considerando-o parte indissociável do universo, buscando, desse modo, um modelo científico baseado na interação do homem com os fenômenos da natureza.
A acupuntura é uma especialidade que foi desenvolvida na China há mais de cinco mil anos e, com a moxibustão, o qi gong e a fitoterapia, compõe a medicina tradicional chinesa; visa a prevenir e tratar as doenças através do equilíbrio das energias circulantes no corpo, pois acredita-se que um organismo equilibrado não adoece.
Baseia-se na existência de acupontos, distribuídos ao longo de doze linhas imaginárias, chamadas meridianos (coração, fígado, baço-pâncreas, pulmão, estômago, rim, circulação-sexo, intestino delgado, vesícula biliar, intestino grosso, bexiga e triplo aquecedor), que percorrem o corpo no sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral da superfície corporal, os quais, devidamente estimulados, normalmente, por agulhas, são capazes de promover uma série de benefícios à saúde do indivíduo.
Segundo a abordagem bioenergética, da qual faz parte a acupuntura, a doença não é um fenômeno alienado no corpo. A acupuntura compreende a integração mente-corpo como um círculo de interação entre os sistemas internos e os aspectos emocionais, passível de ser concretizado através de três tesouros, ou seja, a Essência, o Qi e a Mente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso da acupuntura para vários tipos de patologias, como, por exemplo, enxaquecas, problemas gastro-intestinais, alergias e dores diversas. Além disso, vários estudos têm demonstrado que a acupuntura apresenta uma influência profunda sobre os problemas emocionais e mentais, sendo recomendável a combinação dessa técnica com outras psicoterápicas.
Desse modo, é interessante que o psicólogo possa conhecer os pressupostos básicos da acupuntura, um dos recursos terapêuticos utilizados pela milenar medicina tradicional chinesa que, por meio de um profundo conhecimento filosófico e de ricas alegorias, demonstra a importância da visão holística, onde o homem e a natureza se encontram interligados ao universo, contrapondo-se à excessiva mecanização e racionalidade do paradigma cartesiano-newtoniano.
Assim, o objetivo do presente artigo é introduzir os pressupostos básicos da acupuntura bem como o estado da arte dos estudos voltados para a interação entre Psicologia e acupuntura, buscando identificar as possibilidades de utilização da prática da acupuntura pelos psicólogos, haja vista a Resolução nº05/02, do Conselho Federal de Psicologia, que aponta tal técnica como um instrumento do profissional de Psicologia.
ACUPUNTURA COMO INTERVENÇÃO COMPLEMENTAR NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO
RESUMO
O Conselho Federal de Psicologia através da Resolução nº.005/2002, regulamenta a prática da Acupuntura no tratamento clínico para os profissionais da Psicologia, ampliando o campo de atuação, sendo esta mais uma alternativa de atuação dentre as tradicionais existentes no
mercado de trabalho da área. A partir disso, surgiu o interesse em pesquisar em profundidade tal tema. O objetivo desta pesquisa foi identificar junto aos psicólogos que utilizam este recurso, se esta poderia ser uma intervenção complementar no tratamento da depressão, bem
como identificar quais os benefícios do uso deste recurso no tratamento desta patologia,verificar quais os quadros de depressão apresentam resposta favorável ao uso e verificar quais os fatores que levam o profissional a fazer a indicação da acupuntura como intervenção
complementar no tratamento da depressão. O método utilizado na pesquisa foi qualitativa do tipo exploratório. Foram entrevistados dois profissionais psicólogos que possuem formação teórica e prática em acupuntura e o instrumento utilizado para coleta de dados foi a entrevista
semi-estruturada. O recurso utilizado para análise dos dados foi a análise de conteúdo. Pôde-se verificar neste estudo que a acupuntura não utilizada somente como um recurso complementar, ela possui um papel único e específico no tratamento da depressão,independente da indicação paralela de outras intervenções, como o uso de psicofármacos ou mesmo a psicoterapia. Logo, é uma técnica que pode ser paralela, ou seja, aliada ao processo psicoterapêutico. Com relação aos benefícios do uso desta prática, é possível citar basicamente: a rapidez no tratamento, a eficácia, poder trabalhar de forma indireta um conflito, desbloquear e liberar um conflito e também a individualidade na qual o sujeito é
tratado. De acordo com os dados obtidos, a acupuntura seria mais indicada para casos de depressão endógena, profunda, do que para casos de depressão leve, não havendo restrição do uso desta prática para quadros específicos de depressão. É importante ressaltar que a relação terapeuta/paciente estabelecida é distinta nas práticas do psicoterapeuta e do psicólogo acupunturista, devido ao tipo de vínculo que é estabelecido com o paciente em ambos os casos, portanto, é feito um encaminhamento para outro profissional que atenda tal demanda,respeitando eticamente os preceitos éticos e práticos da profissão.
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AS EMOÇÕES DO PONTO DE VISTA DA MEDICINA CHINESA - POR PAULO FREDERICO CLEMENTINO
Os Chineses sempre procuraram a origem e o processo dos movimentos que, dentro dos seres humanos, ao excitar os sentimentos transformando-os em paixões, conduzem seu comportamento. Deste comportamento, os Chineses também destacaram as conseqüências e os danos causados no âmbito da vida familiar e social e no âmbito da vida individual e da saúde que só pode existir no homem, se boa saúde física e psíquica caminharem juntas.
Para os Chineses, são os Espíritos que guiam a vida. Neste sentido, o Coração é o centro vital, ocupa o lugar do soberano, Vaso Sagrado, ele acolhe os Espíritos oriundos do Céu.
Sempre tentado a se preencher, deve procurar esvaziar-se, pois o ser dominado pelas paixões decai dia a dia, seguindo as vias de deterioração trilhadas por esta paixão que ele deixou que habitasse seu Coração. Cabe à Terra transformar a virtude do Céu em sopros . A virtude do Céu penetra o Coração do homem e o constitui, de forma que aquele homem cujo Coração já não cumpre sua obra em conjunto com o Céu/Terra definha.
Os Espíritos vêm do Céu e só consentem habitar o homem, quando seu Coração está sereno e vazio como o próprio Céu. A manifestação da vitalidade que se revela no que seus sopros expressam, atesta a presença dos Espíritos; o que sua expressão tem de maravilhoso lhe é conferido pelos Espíritos.A sede do encontro, o palco das trocas, o ponto de encontro dos Espíritos que acorrem do Céu, onde a vida se enraíza é o Coração.
Assim, as emoções quando mal controladas, perturbam até a morte o enraizamento da vida no ser, no seu Coração, no conjunto dos seus Cinco Zang (órgãos).
Cada paixão (emoção) sai de um Zang e se volta contra um Zang; todas atingem o Coração, sede de comando da vida.
A terapêutica dos chineses consiste em trazer delicadamente de volta à corrente celeste aquele que vive apenas do incessante vai e vem dos Espíritos. O objetivo passa a ser enraizar-se nos Espíritos e é a partir daí, através da mão do acupunturista, cujo espírito consegue alcançar o âmago da animação - que são os Espíritos do paciente - que se dá a intervenção .
O Sangue e os Trajetos de animação (meridianos) - a rede na qual pulsa a circulação que mantém a vida corporal sob a direção dos Espíritos - são a potência do Fígado que entesoura o sangue, e a potência do Coração ativo que tem o domínio dos trajetos de animação - meridianos. Este aspecto da vida reside na circulação de uma quantidade certa de Sangue que é impulsionada constantemente pelo Coração numa circulação regular e incessante, ou que é impelida, esporadicamente, pelo Fígado, sob pressão da necessidade. Neste Sangue as Essências são abundantes, pois ele é composto a partir dos líquidos mais ricos, dos sucos mais concentrados, elaborados a partir da digestão. Sua cor vermelha, que lhe confere o “selo do Coração,” torna-o a água viva da vida, não somente por sua qualidade nutritiva como também por sua capacidade de ser veículo dos Espíritos. A animação sem forma alguma não pode existir, tampouco a forma desprovida de animação.
Quando a capacidade de reconstituição e as forças combativas da vida não têm mais potência suficiente, atribui-se como causa primeira desse estado uma deficiência na ligação das Essências aos Espíritos .
A vitalidade é vista e percebida através da qualidade da animação dos sopros (livre circulação de Qi). Ela aparece também de formas diversas no fluxo da circulação sanguínea. Daí a importância da consideração inicial sobre o Sangue e a rede de animação -meridianos.
Os sentimentos podem alterar o fluxo de Qi, invertendo-os e pervertendo-os, pois não há sentimentos sem movimentos orgânicos correspondentes.
Uma falha na conduta da vida dos Espíritos perverte o exercício do pensamento que se torna repetitivo, obstinado, falho. O Propósito é então prejudicado. Ele se perde, agita-se, já não está sob o controle dos Espíritos do Coração. Em conseqüência, os atos manifestam na vida essa perda de direcionamento.
A palavra “emoções“, como usada neste texto, refere-se ao movimento suave dos sentimentos, e é manifestada pelo comportamento, tais como raiva, ciúme, mágoa, dentre outros. Entretanto, as emoções nem sempre são necessariamente fatores patológicos, pois o fluxo inconstante das emoções é a parte do comportamento saudável, variando com a pressão ambiental, tendência hereditária, idade, estágio de desenvolvimento e outros fatores. As emoções somente são relacionadas com a Desarmonia de Zang Fu quando provocam obstrução do fluxo de Qi ou tornam-na irregular, tornando os Qi dos Zang Fu Deficientes ou Excessivos ou quando provocam um desequilíbrio com o predomínio de um Zang Fu sobre o outro, de modo que o desequilíbrio emocional pode provocar ou aumentar a desarmonia dos Zang Fu e vice-versa. Os distúrbios do Zang Fu podem resultar em distúrbio emocional, estabelecendo-se freqüentemente, um círculo vicioso.
Neste ponto fica mais claro a presença de alterações emocionais e psicológicas desencadeadas por desequilíbrios orgânicos, muito comum nos idosos.Ou o contrário, desequilíbrios emocionais que enfraquecem o sistema imunológico.
A desarmonia emocional está associada com os distúrbios das funções dos Zang Fu na formação e na transformação das matérias e com os distúrbios e obstruções da circulação do Qi e de Sangue através dos canais e Colaterais (Jing Luo), entre os diferentes Órgãos e Tecidos.
Percebem-se como as funções psíquicas e físicas na Medicina Chinesa são indissociáveis, interagindo mutuamente.
Nenhuma classificação das emoções pode ser completamente satisfatória. A linguagem limitada das Cinco Emoções e dos Setes Sentimentos é completamente inadequada para lidar com as sutilezas e complexidades da Desarmonia Emocional.
Uma vez constatada a relação das emoções com o Sistema Interno Zang Fu, a MTC relaciona cada emoção com um Zang associado, cujo conceito já foi superficialmente introduzido anteriormente. Isto quer dizer que determinado Zang pode ser afetado por uma emoção específica e que seu desequilíbrio também pode desencadear uma emoção particular no indivíduo.
Encontram-se relações entre as Cinco Emoções e os Cinco Órgãos, As Cinco Emoções e os Cinco Movimentos, As Emoções e Yin/Yang, Emoções e Canais e Colaterais.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
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